segunda-feira, 18 de julho de 2011

Normas mais rígidas para controle da poluição e ruídos




Na última quinta-feira (14), o Diário Oficial da União publicou mais duas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para o Programa de Controle da Poluição do Ar. As novas normas passam a valer a partir de primeiro de janeiro de 2014 para os motociclos e demais ciclomotores. As máquinas rodoviárias têm até primeiro de janeiro de 2015 para cumprir a primeira fase de redução de seus níveis de emissões de poluentes. 
Numa segunda fase, conforme prevê a resolução, as máquinas rodoviárias terão de ser aperfeiçoadas até janeiro de 2017 para emitir menos poluentes ainda. Nessa fase começam também as reduções para as máquinas agrícolas e, em 2019, o programa deverá estar adequado ao padrão mundial 3, adotado pelos países desenvolvidos que controlam poluição. Nas normas divulgadas nesta quinta, ficou estabelecido o limite máximo de emissão de ruídos por máquinas agrícolas e rodoviárias (com uso urbano, como dragagem, rolo compressor etc.) e as novas fases de controle de emissões de gases por motociclos e ciclomotores (motocicletas, triciclos etc).
Com essas medidas, o governo espera melhorar a qualidade do ar, com consequente melhoria da saúde pública e o aumento da expectativa de vida da população. De acordo com o gerente de Qualidade do Ar, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rudolf Noronha, as motocicletas passaram a ser um diferencial no trânsito. "Antes a indústria vendia, em média, uma moto para quatro carros. Hoje, é um por um, com expectativa de crescimento. Daí a necessidade de ter uma legislação específica, mais rígida, já que as motos emitem muitos poluentes", afirmou.

AGROTÓXICOS




A pergunta que não quer calar....
 - Será que é porque estão RECOLHENDO mais embalagens e mais pontos, ou porque ESTAMOS campeões mundiais de consumo de AGROTÓXICOS e tem mais embalagens, daí?
Afinal, no Brasil, segundo dados do Ministério da Agricultura, foram comercializados US$ 1,6 milhão em agrotóxicos.
A cifra saltou para US$ 2,5 milhões no ano passado. 
Em apenas quatro anos, o consumo de agrotóxicos no Brasil quase que dobrou.
Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Defensivos (Sindag) apontam que em 2009 foram vendidas no Brasil 789.974 toneladas de agrotóxicos, movimentando US$ 6,8 bilhões, despontando em primeiro lugar no ranking de consumo dessas substâncias no mundo. São mais de 400 tipos de agrotóxicos, comercializados sob a forma de mais de dois mil diferentes produtos.
A moderna tecnologia dos transgênicos, por exemplo, estimulou o consumo do produto, especialmente na soja, que teve uma variação negativa em sua área plantada (- 2,55%) e, contraditoriamente, uma variação positiva de 31,27% no consumo de agrotóxicos, entre os anos de 2004 a 2008.
A contaminação de alimentos na mesa do brasileiro é uma realidade, segundo dados do Programa de Análise de Resíduo de Agrotóxico em Alimentos (PARA), da Anvisa. Destaca-se, para os 26 estados brasileiros, os níveis de contágio nas culturas de pimentão (80%), uva (56,4%), pepino (54,8%) e morango (50,8%), acompanhados ainda da couve (44,2%), abacaxi (44,1%), mamão (38,8%) e alface (38,4%), além outras 12 culturas analisadas e registradas com resíduos de agrotóxicos.