segunda-feira, 29 de agosto de 2011


Eletrosul abre licitação internacional para instalar usina solar


Projeto pioneiro no Brasil terá capacidade de produzir 1 megawatt-pico de energia “verde”

A Eletrosul Centrais Elétricas S.A. – subsidiária da Eletrobras – publicou nesta quarta-feira (24), no Diário Oficial da União, o edital de concorrência internacional para contratação da empresa ou consórcio de empresas, que irão tirar do papel o maior projeto brasileiro de geração de energia solar fotovoltaica integrado à edificação – o Megawatt Solar. As empresas terão 45 dias, a partir da data de publicação do edital, para apresentar suas propostas. Passado esse prazo, a estimativa é de que transcorram outros 30 dias para a assinatura da ordem de serviço e início da execução do projeto.

A contratação será em regime de empreitada global e o prazo total para implantação da usina será de oito meses. O orçamento do projeto definido no edital é de aproximadamente R$ 10,8 milhões e já conta com financiamento do banco de fomento alemão KfW.

“Ao lançar esse edital, a Eletrosul dá sua parcela de contribuição para que a energia solar no País comece a ganhar forma e, a exemplo da eólica, em pouco tempo se consolide como fonte alternativa complementar à nossa matriz energética”, afirmou o presidente da estatal, Eurides Mescolotto. A expectativa do executivo é de que iniciativas semelhantes se multipliquem não só no Brasil, mas em outros países da América Latina.

O projeto conceitual do Megawatt Solar prevê a instalação dos módulos fotovoltaicos (painéis que captam os raios solares e transformam em energia elétrica) nas coberturas do edifício-sede e dos estacionamentos da Eletrosul, em Florianópolis (SC), totalizando uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados. A usina terá capacidade instalada de um megawatt-pico, será conectada à rede elétrica local e a energia produzida deverá ser vendida a consumidores livres.

Ao se candidatarem para a concorrência, as empresas já terão que apresentar informações detalhadas sobre o projeto que desenvolverão como a quantidade de módulos, sua potência, modelo dos inversores (equipamentos que convertem a energia gerada em corrente contínua para corrente alternada), os arranjos previstos, entre outros aspectos.

Exigências – Segundo informações do Departamento de Planejamento do Sistema (DPS) da Eletrosul, área responsável pela coordenação do Megawatt Solar, além das exigências de qualidade de módulos fotovoltaicos e inversores, já previstas no edital, tais como a apresentação de certificados emitidos por laboratórios acreditados e a submissão de amostras para testes específicos, a futura contratada deverá se responsabilizar pelo atendimento às regras brasileiras para importação desses equipamentos. “No momento, está em vigência a Portaria 004/2011 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que estabelece a necessidade de certificação Inmetro para importação. Para habilitação técnica no edital, não exigiremos tal certificação. No entanto, é de responsabilidade da contratada obtê-lo dentro dos prazos previstos para fornecimento de equipamentos”, esclarece o gerente do projeto, Rafael Takasaki.

Ainda de acordo com o gerente, pela forma como foi estruturado, o edital permite aos participantes propor otimizações de projeto a fim de se buscar uma solução eficiente e com custo menor.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Normas mais rígidas para controle da poluição e ruídos




Na última quinta-feira (14), o Diário Oficial da União publicou mais duas resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para o Programa de Controle da Poluição do Ar. As novas normas passam a valer a partir de primeiro de janeiro de 2014 para os motociclos e demais ciclomotores. As máquinas rodoviárias têm até primeiro de janeiro de 2015 para cumprir a primeira fase de redução de seus níveis de emissões de poluentes. 
Numa segunda fase, conforme prevê a resolução, as máquinas rodoviárias terão de ser aperfeiçoadas até janeiro de 2017 para emitir menos poluentes ainda. Nessa fase começam também as reduções para as máquinas agrícolas e, em 2019, o programa deverá estar adequado ao padrão mundial 3, adotado pelos países desenvolvidos que controlam poluição. Nas normas divulgadas nesta quinta, ficou estabelecido o limite máximo de emissão de ruídos por máquinas agrícolas e rodoviárias (com uso urbano, como dragagem, rolo compressor etc.) e as novas fases de controle de emissões de gases por motociclos e ciclomotores (motocicletas, triciclos etc).
Com essas medidas, o governo espera melhorar a qualidade do ar, com consequente melhoria da saúde pública e o aumento da expectativa de vida da população. De acordo com o gerente de Qualidade do Ar, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rudolf Noronha, as motocicletas passaram a ser um diferencial no trânsito. "Antes a indústria vendia, em média, uma moto para quatro carros. Hoje, é um por um, com expectativa de crescimento. Daí a necessidade de ter uma legislação específica, mais rígida, já que as motos emitem muitos poluentes", afirmou.

AGROTÓXICOS




A pergunta que não quer calar....
 - Será que é porque estão RECOLHENDO mais embalagens e mais pontos, ou porque ESTAMOS campeões mundiais de consumo de AGROTÓXICOS e tem mais embalagens, daí?
Afinal, no Brasil, segundo dados do Ministério da Agricultura, foram comercializados US$ 1,6 milhão em agrotóxicos.
A cifra saltou para US$ 2,5 milhões no ano passado. 
Em apenas quatro anos, o consumo de agrotóxicos no Brasil quase que dobrou.
Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos Defensivos (Sindag) apontam que em 2009 foram vendidas no Brasil 789.974 toneladas de agrotóxicos, movimentando US$ 6,8 bilhões, despontando em primeiro lugar no ranking de consumo dessas substâncias no mundo. São mais de 400 tipos de agrotóxicos, comercializados sob a forma de mais de dois mil diferentes produtos.
A moderna tecnologia dos transgênicos, por exemplo, estimulou o consumo do produto, especialmente na soja, que teve uma variação negativa em sua área plantada (- 2,55%) e, contraditoriamente, uma variação positiva de 31,27% no consumo de agrotóxicos, entre os anos de 2004 a 2008.
A contaminação de alimentos na mesa do brasileiro é uma realidade, segundo dados do Programa de Análise de Resíduo de Agrotóxico em Alimentos (PARA), da Anvisa. Destaca-se, para os 26 estados brasileiros, os níveis de contágio nas culturas de pimentão (80%), uva (56,4%), pepino (54,8%) e morango (50,8%), acompanhados ainda da couve (44,2%), abacaxi (44,1%), mamão (38,8%) e alface (38,4%), além outras 12 culturas analisadas e registradas com resíduos de agrotóxicos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O primeiro sumiço das abelhas




O fenômeno acontece nos Estados Unidos. Mais da metade dos estados perderam entre 50% e 90% das abelhas - e haja abelha. Em todo o país, são 2,4 milhões de colméias comerciais, cada uma com cerca de 30 mil abelhas. O grande mistério é que não há corpos. Elas simplesmente desaparecem.

A explicação foi publicada na revista Science. Pesquisadores da Universidade Estadual da
Pensilvânia acreditam que o culpado poder ser um vírus chamado pela sigla em inglês IAPV, que faz com que as abelhas percam o sentido de orientação. Assim elas simplesmente se perdem e não voltam para a colméia.

As abelhas são vitais até para aqueles que não gostam de mel. Elas polinizam cerca de 90 tipos de frutas e vegetais. Sem as abelhas a proliferação dessas espécies vegetais está ameaçada - vai piorar a vida para os humanos.

O sumiço de abelhas no mundo intriga cientistas



Sem fazer alarde nem deixar pistas, abelhas de diversas regiões do planeta estão desaparecendo. Elas saem em busca de néctar e pólen e não retornam mais às suas colméias. Esse misterioso sumiço tem sido notado, nos últimos anos, nos Estados Unidos, no Canadá, em países da Europa e até no Brasil.

O problema é grave. Em termos ambientais, as abelhas são importantes polinizadores naturais. Ao levar o pólen de uma flor a outra, elas induzem a formação de frutos e sementes. Ou seja, são protagonistas na reprodução das plantas.

Em termos econômicos, esses insetos são os mais tarimbados produtores de mel na natureza. Além disso, são cada vez mais empregados na agricultura, polinizando lavouras de abacate, maçã, laranja, amêndoa e cenoura, por exemplo.

O sumiço das abelhas veio à tona no ano passado, nos EUA e no Canadá. No último outono do Hemisfério Norte, criadores que alugam enxames para agricultores se assustaram com um desaparecimento acima da média. Em poucos meses, o problema dizimou abelhas em metade dos 50 Estados americanos e em três províncias canadenses. Apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias.

Os americanos batizaram o esvaziamento das colméias de desordem do colapso das colônias (CCD, na sigla em inglês). As razões da alta mortalidade, porém, continuam desconhecidas. Os cientistas estão correndo atrás de uma resposta, mas ainda não conseguiram passar das hipóteses. Talvez seja a intoxicação por inseticidas – cada vez mais usados na agricultura -, talvez a infecção por vírus e ácaros. Diante do mistério, não se descarta nem mesmo a radiação dos telefones celulares.

“Quando uma abelha melífera encontra algo interessante, o grupo inteiro vai junto. É por isso que é tão vulnerável, mais que uma abelha nativa”, explica o biólogo americano David De Jong, doutor em entomologia pela Universidade Cornell e professor de genética na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto.

Uma das dificuldades para apontar a origem da CCD é o fato de as abelhas sem vida serem encontradas dispersas, bem longe das colméias.

Abelhas no Senado

Nos EUA, o mundo dos insetos foi alçado a assunto de política pública. Em abril, o FDA (a agência responsável pelo controle de remédios e alimentos) realizou um congresso em Washington para discutir o tema. De Jong foi convidado para expor a situação brasileira.

Até a senadora Hillary Clinton, aspirante à presidência, vestiu a camisa dos apicultores. “Precisamos tomar as ações necessárias para ajudar nossos produtores de mel e agricultores e evitar que a situação fique pior”, disse ela, que propôs mais verbas para investigações.

A preocupação governamental não é à toa. Por ano, a agricultura que depende da polinização das abelhas – são mais de 90 tipos de alimento – injeta na economia americana a considerável cifra de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 26,8 bilhões) por ano.

Os cientistas, porém, não acreditam que o sumiço possa levar à extinção. As abelhas já voavam muito antes do aparecimento do homem. O fóssil mais antigo desse inseto tem 100 milhões de anos. O homem moderno surgiu há cerca de 100 mil anos.